Notícias do Anglo

17
MAI

Museu do Folclore homenageia cotidiano regional

_

          Fechada. Esta é a primeira impressão que a casa de exposições do Museu do Folclore de São José dos Campos transmite. Janelas trancadas; não há som nem movimento. Só a curiosidade move ás pernas à varanda da antiga construção. Ao subir ao alpendre, vê-se como a casa é protegida pelas árvores do Parque da Cidade. Um impulso empurra o corpo ao longo da fachada até encontrar a porta de entrada, aberta.

          Antes de adentrar ao recinto, é preciso limpar os pés no tapete. Não para retirar a sujeira acumulada durante o trajeto, mas para eliminar qualquer resíduo de preconceito que possa existir com a cultura popular.

           Patrimônio Imaterial – Folclore e Identidade Regional, este é o assunto da atual exposição do Museu. O curador Raul Lody dividiu o espaço em sete salas temáticas: Sala São José dos Campos, Sala Brasil, Sala Tecnologia, Sala Religiosidade, Sala Santos de Fé, Sala Festas e Sala Identidades.

          A primeira sala é logo na entrada, dedicada à cidade de São José dos Campos. A maquete da Praça Afonso Pena tem papel importante no entendimento da exposição; ela conecta o visitante ao restante da casa. Praça é um dos símbolos mais significantes do espaço público, do convívio popular. Assim como toda a exposição, que promove o encontro do cidadão com ele mesmo. Local onde o visitante enxerga o povo, que na realidade, é ele mesmo: a praça representa a construção cultural cotidiana.

          A próxima câmara mostra como a integração do homem com a natureza provoca conhecimento. É a Sala das Tecnologias, que homenageia o trabalhador em sua capacidade de manipular a matéria-prima. Do barro faz-se a casa; da lança, o alimento; do bambu, o instrumento; do suor que cai na terra, constrói-se a comunidade.

          A sala seguinte é olhada por paredes roxas; cor de sangue, cor da paixão, cor da fé. Intitulado Sala das Religiosidades, o espaço traz os rituais; expõe a espiritualidade na valorização do ser humano; é a força divina que justifica a vida na Terra.

          No próximo ambiente temos a sensação de estarmos no céu. A Sala Santos de Fé, além de azulada, apresenta imagens de santos como Nossa Senhora Aparecida, São Benedito e outros. É a projeção e materialização da fé naqueles que estiveram entre os fiéis, e que hoje são a ponte entre o povo e a dimensão divina.

          Durante todo o percurso, a audição é estimulada por uma viola. Som que conversa nas mesmas batidas da memória folclórica.
         

          Com mais três passos, “caímos” do céu e chegamos à Sala Festas. Composta por instrumentos, trajes e máscaras que narram a alegria do povo. Nesse momento da visita, consegue-se vivenciar o folclore; a atmosfera criada pela exposição permite-nos experimentar a própria cultura. Tudo parece ganhar vida; vemos os medos, alegrias, certezas e anseios do povo.

           A última câmara é a conclusão de toda exposição. Ao entrar no espaço final, depara-se com dezenas de rostos estampados nas paredes. Olhares do povo, de anônimos representantes da sociedade, dos que produzem e mantêm vivo o folclore de cada dia. É o sorriso sincero, a expressão vivida, a tristeza atrás de um semblante indagador, o respiro de esperança. É todo folclore que existe em nós.

          A mensagem abstraída após a visita é a de que o folclore não é algo acabado, caduco. Pelo contrário, é contemporâneo; produzir cultura está na natureza humana. O legado folclórico é fruto do instinto de eternidade.

          Ao sair da exposição, vira-se as costas para casa e encara-se a realidade de um folclore vivo, atuante. O visitante pode deixar o Museu, mas o conteúdo exposto permanece, pois é algo que, de uma forma ou de outra, sempre esteve com ele.
 

Mais notícias:

06-02-2018 - Colégio já vive clima de folia

01-12-2010 - Encerramento Eletivas 2010

29-11-2010 - Nono ano conta causos no anfiteatro do Anglo

25-11-2010 - Sintonia Fina (Final)

17-11-2010 - Viagem Gastronômica

12-11-2010 - Alunos do Anglo participam de concurso de cartaz

08-11-2010 - Semana Cassiano Ricardo

04-11-2010 - Alimentação, forma e adolescência

28-10-2010 - Anglinho na 3ª fase da Olimpíada Brasileira de Física

26-10-2010 - Sintonia Fina - Quarta e quinta semana

© Anglo São José - Infantil e Fundamental - Qualidade Cassiano Ricardo (12) 2134-9200 - falecomoanglo@cassianoricardo.com.br
R. Maria Augusta Fagundes Gomes, 41 - Jd. das Indústrias - São José dos Campos - SP - Brasil
Desenvolvimento de sites Desenvolvimento de sites - MÍDIA SIM